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A convocação de 2026 foi muito além do jogo

Aug 6
4 min read

Updated: Aug 7



Chuteira cor de rosa, jogadores lesionados, odds de bets sendo divulgadas, publicidades mil, corrida da artilharia e as redes sociais dos envolvidos. Como não amar esse evento que acontece de 4 em 4 anos?


Recentemente, conversando com amigos, ouvi que por mais que os jogadores do passado tivessem questões extra campo, eles entregavam resultados. Podiam estar fora de forma, indo à baladas e tendo relacionamentos não oficiais, mas eram campeões. Atualmente, a cobrança dos brasileiros é dupla: pelo que acontece fora dos gramados, mas também pelo resultado. Por isso ainda clamamos a volta dos Ronaldos.



O torcedor quer identificação





Antes, todos assistiam os jogos no mesmo canal. Hoje tem até uma “guerra das transmissões”. Mais vale a velocidade do sinal da FIFA ou uma grade de programação completa? Entre trocas de farpas, indiretas e até muitas diretas, o público acompanha o maior evento esportivo escolhendo entre assistir um conteúdo sério e engessado ou um conteúdo feito por profissionais que, apesar de nem todos serem jornalistas, falam o que a galera quer ouvir. As comunidades não querem apenas a informação como antes. Elas buscam se identificar com a mídia.


Mas, torcedores, se acalmem! Não estamos aqui para julgar a transmissão dos diferentes canais digitais. Ou mesmo julgar a escalação do Ancelotti. Ainda dá tempo de fazer uma reflexão sobre como a Copa deixou de ser um evento esportivo para se tornar um ecossistema de conteúdo? Vem com a Lemango!



Brasil Core



Primeiro de tudo: chegou a nossa vez. De ser campeão? Calma, aí foge do nosso controle. Vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos… Mas, chegou a nossa vez de bater no peito e dizer: “Você eu não sei, mas eu… Eu sou brasileiro!”. Ou até mesmo coisas como “5 estrelas só a gente tem!”. Ser brasileiro tá na moda.





Tudo vira referência



A Copa escancara uma tendência: a força das comunidades e da identidade cultural. Interesse nos looks verde & amarelo, chinelos com a nossa bandeira, valorização da nossa cultura e gastronomia, tudo isso virou sinônimo de desejo para os gringos. Não é à toa que o Rio de Janeiro vive um momento de "boom" no turismo internacional.


A grande procura de roupas e acessórios com as nossas cores só reforça uma percepção: não é só uma tendência, nós chegamos com tudo na Copa do Mundo!



Nem todas as marcas sabem jogar o jogo



As marcas ainda não sabem criar conteúdo como o social pede, e se você já é leitor da nossa newsletter, essa informação você já sabe. E também não é surpresa pra ninguém que, pra além de criar conteúdo, a Copa chegou e as marcas se encontram perdidas em 2026.


Se só quem é patrocinador oficial pode falar do assunto com propriedade, como surfar essa onda com propósito? E não precisamos de uma competição de futebol pra avaliar as possibilidades, viu?


Com o crescimento dos eventos musicais, do entretenimento ao vivo e até da relevância dos reality shows, as marcas que não entram como parceiras precisam driblar os vários dont's para se manter dentro do hype, interagindo com o que todo mundo quer engajar e, ainda assim, se posicionar e entregar valor de mercado.





Mas algumas marcas

fazem um verdadeiro golaço



Não dá pra generalizar, né? Os bons exemplos também estão aí: o programa Camisa 24 da Dia TV criou um universo para as pessoas que são desinteressadas ou que não acompanham o esporte quando esse grande evento não acontece. Pra quem pensou que era um entretenimento voltado a quem não entende de futebol, se enganou. Eles uniram mulheres e gays que desejam acompanhar os jogos e ter repertório para comentar sobre os resultados da forma como já se comunicam. “Pra quem achou que futebol também não podia servir cunt!”.


Já o Porta dos Fundos criou o Aquele Campeonato que, de uma forma escrachada e bem-humorada, traz os bastidores dos jogos, da seleção e comenta o que tá rolando nas redes sociais. É uma brincadeira muito bem feita a fim de burlar as proibições da FIFA.


Os dois projetos entenderam uma coisa que deveria ser simples de entender: não tentaram falar com todo mundo. Eles falaram com a comunidade que já os acompanha.





Por falar em projetos que fazem um verdadeiro golaço, em junho tivemos a honra de realizar uma diária na Arena Brasileira, no Parque Ibirapuera, ao lado de Neosaldina. A estratégia macro foi desenvolvida pela agência Nose e, a partir dela, fomos responsáveis pela criação de 16 conteúdos, todos os roteiros e pela produção da captação.


Mais do que falar sobre a Copa, a Neosa encontrou uma maneira inteligente de participar da conversa. Como patrocinadora do Endrick, a marca aproveitou as datas dos jogos da fase de grupos para criar conteúdos com ninguém mais ninguém menos que a Menina Veneno, uma influenciadora que deu match com as ideias e com o tom dos conteúdos.





As WAGs são o momento


Ainda não sabe o que significa a sigla? As WAGs são as Wives And Girlfriends of Sports Stars (Esposas e Namoradas de Estrelas do Esporte). O termo nasceu de um jornal britânico nos anos 2000 e era usado de forma pejorativa no passado, mas hoje teve o que chamamos de rebranding e passou a descrever mulheres que muitas vezes constroem carreiras próprias e influenciam milhões de pessoas nas redes sociais.


Esse movimento é interessante e faz a gente entender que o resultado futebolístico em si já não é suficiente, é preciso movimentar toda uma atmosfera. Seja fazendo publi, postando uma nova foto do look e até no react de como os casais souberam da convocação.


Inclusive, ficar de fora da convocação também deu resultado: foi o que aconteceu com a ex gra, a Amanda Araujo, esposa do Richarlison que viralizou fazendo conteúdos de trends com o irmão. Mesmo fora da Copa, a WAG é um dos nomes em alta nesse período.




O olhar Lemango


A verdade é que a gente adora acompanhar a Copa. Mas talvez o time aqui goste ainda mais de observar tudo o que acontece ao redor dela


Porque é nesses momentos que fica mais evidente como a cultura digital funciona: comunidades se formam, novos formatos surgem, creators ganham relevância e marcas tentam encontrar seu espaço na conversa.


Para nós, acompanhar tendências nunca foi apenas observar o que viraliza. É entender por que algo mobiliza tantas pessoas ao mesmo tempo. E aí, tudo isso faz sentido pra você? Compartilha sua opinião com a gente no Instagram. Até a próxima!






 
 
 

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